“Memórias em Voo Rasante” nas “Escolhas de Marcelo”

Novembro 2, 2007

O livro do general Jacinto Veloso “Memórias em Voo Rasante” que será colocado à venda em Lisboa no próximo dia 14, numa iniciativa da editora Papa.Letras e da distribuidora Sodilivros Lda, foi uma das escolhas do prof. Marcelo Rebelo de Sousa no programa da RTP transmitido no último domingo de Outubro, intitulado “As Escolhas de Marcelo”.

Na opinião do apresentador, o livro é polémico abrindo as portas para um eventual debate sobre o mesmo.

A notícia sobre o lançamento do livro, na edição portuguesa, no dia 14, na Fnac ao Chiado, na cidade de Lisboa, está a despertar interesse e curiosidade em vários sectores da sociedade portuguesa.

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Livro de Jacinto Veloso Editado em Portugal

Outubro 8, 2007

 


O livro “Memórias em Voo Rasante”, da autoria do general Jacinto Veloso, vai ser brevemente editado e colocado à venda em Portugal, segundo informação de uma conhecida livraria de Lisboa. O livro, no qual o autor relata episódios da sua vida e a sua participação em várias negociações políticas que tiveram lugar na África Austral, nas últimas dezenas de anos, e que trouxeram a paz e democracia à região, foi originalmente editado em Maputo, em Dezembro de 2006. No curto espaço de seis meses, o interesse dos leitores pelo livro de Jacinto Veloso levou a que tenha sido já feita uma terceira edição.

 


Espera-se que a edição portuguesa de “Memórias em Voo Rasante” venha também a despertar curiosidade nos leitores em Portugal, tendo em conta o interesse que tem sido manifestado em adquirir o livro, sobretudo após a entrevista concedida por Jacinto Veloso a um dos principais canais televisivos portugueses, no início de Agosto último.


Recorte de Imprensa

Outubro 20, 2006

A edição do jornal Savana do dia 20 de Outubro, traz, em destaque, na página três, um apontamento assinado por Fernando Mbanze sobre o livro do general Jacinto Veloso:  

Segundo «Memórias em Voo Rasante», a ser lançado no final do ano

VELOSO FALHOU “RAPTO” DE SAMORA   

Quando Jacinto Veloso abandonou Moçambique, a 12 de Março de 1963, pilotando um avião militar Harvard T-6, da força aérea portuguesa, para se juntar à FRELIMO, na Tanzânia, o plano era de também levar consigo Samora Machel, que já então se assumia como um líder político, e por isso era perseguido pela PIDE.

 

Esta revelação e outros episódios da luta pela independência são revelados no livro «Memórias em Voo Rasante», da autoria de Jacinto Veloso, que, segundo pudemos confirmar junto do autor, estará à venda antes do final do ano em Maputo.

 

Segundo conta Jacinto Veloso no seu «Memórias em Voo Rasante», infelizmente, o plano de viajar com Samora Machel não foi concretizado porque o avião só podia levar duas pessoas e quem acompanhou Veloso foi João Ferreira, mentor do referido plano.

 

O avião militar descolou de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, tendo aterrado em Dar-es-Salaam, com Veloso nos comandos do aparelho.

  

Com a sua determinação de lutar contra o colonialismo português, Samora Machel acabaria chegando a Dar-es-Salaam via Botswana, depois de conseguir um lugar cedido num avião por Joe Slovo, que foi comandante do braço armado do ANC, o Umkhonto we Sizwe, e secretário geral do Partido Comunista da África do Sul.

  

O livro, soubemos ainda, relata episódios que marcaram a vida do autor ao longo das últimas quatro décadas, com destaque para os processos de negociação dos Acordos de Lusaka, em Setembro de 1974, Acordo de Nkomati, em Março de 1984, e os contactos secretos levados a cabo com várias personalidades, incluindo líderes da Renamo, com a finalidade de se alcançar a paz para Moçambique.

   

Na opinião do autor, Moçambique foi palco da confrontação Leste-Oeste que opôs, desde o final da II Guerra Mundial até ao final da década de oitenta, duas superpotências, os EUA e a URSS, acabando por sofrer de forma muito dura as consequências dessa confrontação.

  

Ainda de acordo com a obra de Jacinto Veloso, “nem o não-alinhamento, nem o afro-asiatismo, nem a tricontinental conseguiram fugir ao conflito, embora teoricamente todos tenham indicado os caminhos possíveis e recomendáveis para o contornar e assim defender, em primeiro lugar, o interesse nacional de cada Estado.”

   

Inevitavelmente, o conflito bipolar instalou-se na África Austral e Moçambique não teve como escapar. O capim sofreu com a “luta dos dois elefantes”.

   

“Angola e Moçambique devem ter sido os países que mais sentiram as consequências dessa confrontação brutal”, escreve a dada altura o autor.

    

«Memórias em Voo Rasante» é um livro que irá despertar curiosidade e interesse pelas revelações que contém, algumas inéditas como pudemos apurar.

  

Em 1963, o general Jacinto Veloso era um oficial da Força Aérea Portuguesa piloto aviador e estava no norte de Moçambique (Mueda e Mocímboa da Praia). Nessa altura, o movimento pela independência de Moçambique já estava a fervilhar. Eduardo Mondlane, na companhia da mulher, tinha visitado Moçambique em 1961. A FRELIMO já tinha sido fundada.

  

Samora Machel trabalhava no Hospital Central de Maputo (então Hospital Miguel Bombarda) e era já conhecido como líder político. Quando João Ferreira foi preso pela PIDE, foi Samora Machel que o tratou. Este contacto entre os dois permitiu que eles conseguissem combinar os seus planos de fuga juntos.


Publicação

Outubro 1, 2006

“Memórias em Voo Rasante” é o título do livro de Jacinto Veloso que em breve vai estar à venda no país. Nome sobejamente conhecido, combatente da luta pela independência, responsável em áreas estratégicas como as da Segurança e Economia em vários governos de Samora Machel e Joaquim Chissano, o general Jacinto Veloso relata no seu livro episódios importantes da sua vida nos últimos quarenta anos.

“É um livro com revelações inéditas para quem quer conhecer as últimas décadas da História da África Austral, tendo como pano de fundo o conflito Leste-Oeste”, explica o editor.

Jacinto Veloso desempenhou um papel importante em todo o processo de negociações que conduziu ao Acordo de Não Agressão e Boa Vizinhança com a África do Sul, mais conhecido por Acordo de Nkomati. O autor de “Memórias em Voo Rasante” também participou na série de negociações que contribuíram para a independência da Namíbia, a retirada das tropas sul-africanas e cubanas de Angola e para o desmantelamento do apartheid na África do Sul.

O livro, que inclui fotos e documentos, recorda todos esses factos, fazendo sobressair o conceito de interesse nacional como linha orientadora da política seguida com o objectivo de se alcançar a paz e combater a pobreza.

Segundo ainda conseguimos saber, Jacinto Veloso, na sua obra, recorda a sua saída de Moçambique, em 12 de Março de 1963, tripulando um avião militar, com destino a Dar-es-Salaam, continua referindo outros acontecimentos que foram tendo lugar e termina recordando conversas que teve com Eduardo Mondlane. A publicação do livro está prevista para antes do final do ano.